segunda-feira, 24 de maio de 2010

VESTIGIOS (VESTIGES)



Meu curta, "Vestígios", que participou do CineFantasy - Mestre dos Gritos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Piloto Automático

Correndo o risco,
De não ver mais aquela cor
De não ouvir mais aquele canto
De não sentir qualquer sabor

De não sentir

Vai em piloto automático
Tem uma missão
Já nem sabe mais qual é
Já sabe que não pertence mais a si mesmo

Como pode gostar de qualquer outra coisa?
Se já nem percebe mais a si mesmo?

Correndo o risco
De não sentir
Vive em piloto automático
Mas há uma curva por vir.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ronaldo e aquela habilidade intangível no futebol

Abrindo espaço para um post esportivo, que eu publiquei em outro site:


Li diversas matérias sobre a contratação do Fenômeno em sites estrangeiros, especialmente ingleses e americanos. Um ou outro esculachando, a maioria desejando boa sorte ao craque, todos confirmando a boa jogada de marketing do Corinthians: o Timão está rodando o mundo, pelo menos através da mídia (pequena pausa para torcedores de outros times fazerem piadas sobre o Corinthians não ter passaporte, etc.).

Agora, quero compartilhar aqui uma história publicada no jornal Financial Times que, entre algumas dezenas de matérias que eu li, realmente me chamou atenção (livremente traduzido por mim mesmo):

"Um belo dia, em fevereiro passado, quando Ronaldo ainda jogava no Milan, Daniele Tognaccini, um dos preparadores físicos estilo fuzileiro-naval-americano do clube, brincou sobre isso (o peso de Ronaldo). Tognaccini, ele mesmo um homem de baixa gordura corporal como o esporte moderno dita, estava sentado na arquibancada listando os maiores corredores da equipe do Milan: Cafu, Kaká (o homem-kilometro) e Gattuso. Arriscou uma piada: "Ronaldo não!".

Então ele revelou uma verdade contra-intuitiva sobre o futebol: não existe relação entre correr muitos kilometros e ganhar jogos. Disse ele: "Às vezes, é melhor não correr".

Outro funcionário do Milan que ouvia brincou: "Então, o Ronaldo é fantástico?"

"Sim", respondeu Tognaccini. "Futebol não é um esporte físico".

(...)

(O excesso de peso) certamente não parou Ronaldo. O Laboratório Milan, depois de medir tudo o que é possível no futebol, concluiu que a habilidade-chave não era a baixa gordura corporal, mas sim, "percepção sensorial": a habilidade de analisar o campo de jogo em um instante. "Ronaldo", disse o diretor do Laboratório, Jean Pierre Meersseman, "é capaz de entender a situação e responde tão rápido que é simplesmente incrível".

É por isso que os fãs do Flamengo, seu time do coração, estão apelando à magia negra para puni-lo por ter ido para o Corinthians. Ronaldo é melhor que um atleta. Ele é um jogador de bola."

(Fonte: http://www.ft.com/cms/s/0/36d48c30-c886-11dd-b86f-000077b07658.html)

Essa análise me lembrou outro gênio da bola condenado nos gramados por falta de condições físicas durante anos, mas que nunca parou de fazer gols (ainda que em seu caso, o "problema"-chave fosse a idade): Romário.

O Baixinho estava aí, até outro dia, arrebentando de fazer gols. Jogando pelo (fraco) time do Vasco, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2005, deixando para trás gente como Tevez, que estava no auge.

A capacidade de Romário de marcar gols não havia sumido por causa da idade. Ele não precisava correr 90 minutos nem ficar batendo cabeça com zagueiros para conseguir analisar o campo de jogo e reagir em um instante. Assim, continuou fazendo gols, se não depois de arrancandas e dribleas espetaculares, mas estando no lugar certo, na hora certa.

O que me lembra ainda outro gordinho com problemas no joelho: o atacante Luizão, que bem acompanhado, enchia as redes adversárias em qualquer lugar, em qualquer condição, vestindo a camisa de qualquer time.

É por isso que eu acredito em Ronaldo. Ronaldo é um jogador único, o maior atilheiro das Copas, três vezes melhor do mundo pela FIFA, e blá-blá-blá. Quando ele entrar em campo, pode ser que sua capacidade física seja apenas uma sombra do que já foi. Mas seu gênio continuará intacto.

terça-feira, 17 de junho de 2008

3 Segundos

Mais uma velharia que eu achei aqui no HD...

Existem pessoas apaixonadas, mas também existem aquelas que são apaixonantes.

É verdade que o amor é indefinível e que suas características são difíceis de se entender ou comensurar, mas o que dizer do amor que se renova, não apenas a cada dia, mas também a cada pessoa?

Quem nunca se apaixonou por três segundos para logo depois apaixonar-se novamente por mais três (segundos)?

Quem nunca se sentiu atraído por aquela garota que nos foi apresentada por uma amiga, ou uma amiga de uma amiga, e pela qual você se apaixona toda vez que a vê, e se desapaixona no momento em que ela se vai, apenas para apaixonar-se novamente no próximo encontro?

Então, apaixonar-se é feito de momentos, momentos que aquela pessoa torna inebriantes, seja pela beleza ou algo ainda mais intangível, como uma frase bem colocada e que dança através de um sorriso, ou um detalhe exótico, como aquele adereço na orelha e que voce nunca viu (ou reparou) em mais ninguém?

O amor não correspondido faz a alma sangrar, mas a paixão não correspondida corrói o ser com intensidade total, sem dar tempo para a gente se acostumar. Deixa em nós um vestígio de algo que ainda poderia ser realizado, e quanto mais tempo dois corpos permanecem afastados mais intensos e prazerosos sentirão o reencontro, mesmo que seja apenas por três segundos.

Três segundos que no inconsciente se alojam e se transformam em minutos, em horas, em dias, como um vício dormente que, apesar de não sabermos, é uma armadilha do destino...

Só precisamos de três segundos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pós Produção


Fotografia e arte by Douglas "Geleia" Cason
Dois dias de preparação e gravação -- e rumo à pós produção.
Foi tão bom quanto eu sonhava - voltar a um set, uma equipe com a qual eu nunca havia trabalhado antes e espero voltar a trabalhar em breve, todo mundo motivado e muito a fim de mostar serviço. Foi espetacular.
Um abraço grande no Cristen, nosso produtor; Ana, nossa assistente de produção e stand-in nos ensaios; Fernando, Jane, Gil e Paulista, nossos atores; e ao Geléia, fotógrafo still, assistente de produção, diretor de fotografia, carregador de móveis e mestre em Photoshop responsável por nada menos que 800 fotos e esse teaser poster bacana aí em cima.
Logo tem mais!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pré-Produção


Yeah, I'm waiting... For you it's been so long

Semana de pré-produção. Guerilla filmmaking, como eles dizem lá. Ainda bem que meu produtor tá sendo fodástico.

É simples, é simples, mas faz tempinho já que eu não dirijo. Essa aí em cima foi a última vez (e eu perdi todas, TODAS as minhas fotos de making-ofs!). Já perdi o elenco, ja escalamos de novo, mas no geral, tá tudo indo.

Estar no set é como estar dopado de várias drogas estimulantes ao mesmo tempo. É um tipo de gozo infinito e cansativo, sei lá. Ver atores se transformando em personagens, e personagens e equipe transformando palavras em uma história - e no fim, ver pessoas reagindo, não sei, não tem como explicar.

Vamos matar as saudades!

Nostalgia


Indy's back, baby

Parece que tá um sentimento de nostalgia violento no cinema. Não acredito em crise criativa generalizada de todos os escritores de cinema do mundo como justificativa, não senhor. Acho que o povo tá mesmo investindo em coisa conhecida.

Dia desses, fui no cinema e todos os trailers que passaram antes do filme eram de remakes, adaptações, versões, etc. Não que eu não goste, mas é de se pensar.

Alias, o Indy tá tudo de bom. Isso se você não entrar no cinema achando que o filme vai mudar sua vida.

São duas horas de diversão fácil, gente correndo pra lá e pra cá, vilões estereotipados, balas que nunca acertam ninguém, e um dos "McGuffins" mais estranhos do cinema, mesmo pro padrão Spielberg/Lucas. Mas tá valendo. Espero que a gente não enjoe muito rápido do moleque prodígio do Spielberg, o tal do Shia (que nominho hein?).

Star Wars, Transformers, Indy, Batman, Superman, O Hobbit, Star Trek, Speed Racer e as franquias tipo Jogos Mortais 15 e Rocky 23. Espero que sobre espaço pra filmes do Fincher em algum cinema aqui perto.

Que aliás, resolveu que quase todos os filmes têm que ser dublados. (Eu moro em Piracicaba, aliás). Nesse exato momento, no site do cinema, tem 8 cartazes (para 4 filmes - Homem de Ferro, Speed Racer, Indy e O Casamento do Melhor Amigo da Noiva ou algum outro título-plágio desses). Dos 8 cartazes, 6 estão dublados. Só tem uma sessão por dia pra ver o Speed Racer legendado. Perdoa, Senhor, eles não sabem o que fazem.